Disco de Phaisto

O disco de Faísto (ou disco de Festo, ou de Phaisto) é ainda hoje um dos grandes mistérios que intrigam a arqueologia. Esse disco tem cerca de 15 cm de diâmetro x 16 mm de espessura, é uma peça de cerâmica feita de argila fina,que foi encontrada encontrada no palácio de Faísto, em Creta. Teria sido produzido pela civilização creto-minoica, entre 1900 a.C. e 1450 a.C. O que mais fascina e intriga arqueólogos e historiadores são os sinais, caracteres, impressos nos dois lados do disco, cujo significado ainda é desconhecido.

Possivelmente ter sido impresso com selos (carimbos) que reproduziam os símbolos e isso leva a crer que seja talvez o mais o mais antigo objeto tipografia já descoberto. Não há nenhuma certeza sobre o significado desses símbolos. A antiga escrita cretense se perdeu com a invasão dos dórios à região, por volta do século XI a.C.

O disco foi encontrado em 1908 por uma equipe de arqueólogos liderada por Luigi Pernier na área centro-sul da ilha de Creta. Os arqueólogos escavavam nas ruínas do antigo palácio possivelmente destruído por terremotos, quando encontraram a peça arqueológica. Dentre os signos que se encontram no disco há representações de pessoas, humanas, animais, plantas e objetos do cotidiano. Os signos formam 31 grupos de sinais no lado A e 30 no lado B, sendo no total 241 símbolos impressos.

Hoje, o que se procura é saber mais sobre as origens do povo que habitou Creta na era minoica e a partir daí buscar relações dos símbolos do disco com  as escritas de outros povos que teriam tido contato com cretenses, tais com egípcios e semitas do Oriente Médio. As representações poderiam ser ideogramas, como os hieróglifos egípcios, o que facilitaria tentativas de decifrar o que está escrito (?) no disco. Há linhas verticais separando grupos de alguns dos ícones, os quais se desenvolvem numa sucessão em espiral, fazem supor que tais agrupamentos seriam palavras ou mesmo frases com diversos significados.

Diversas tentativas para decifrar a escrita e os símbolos foram realizadas. Houve que visse no disco algo como um calendário, como uma espécie de jogo ou mesmo um hino sagrado. Neste último caso seria algo dedicado à Deusa-Mãe pois não faltam indícios ainda inconclusivos de que essa sociedade mais antiga de Creta tivesse uma organização matriarcal, sendo que as mulheres não fossem subservientes aos homens como ocorria na maioria das culturas da época. A força da mulher nesse ambiente histórico se deveria  o fatos de que os homens cretenses se dedicavam ao comércio, portanto à navegação. Isso fazia com que a organização da sociedade de função fixa na ilha fosse dominada por mulheres.

Há também hipóteses que procuram e creem ver no disco como a representações históricas daquela civilização cretense, mostrando ainda locais geograficamente próximos, povos e invasões estrangeiras.

PhaistosDiskLarge
Estudo objetivo e quantitativo dos sinais e grupos de sinais, algo que seria um caminho para que se atingisse a solução para o mistério dessas espirais de ícones:

São 61 as «palavras» sobre o disco, sendo 31 do lado que chamaremos de A, e 30 do lado B., numeradas A1 a A31 + B1 a B30, respectivamente, de fora para o centro. A palavra mais curta tem dois símbolos, a mais longa tem sete. As marcas ou rasuras são reproduzidas aqui como barras ( / ) . A transcrição começa na linha vertical de cinco pontos , que circula uma vez que a borda do disco é no sentido dos ponteiros do relógio (13 palavras em A, 12 em B) antes de continuar em espiral em direção ao centro (8 palavras mais em cada lado) O último sinal de uma palavra A8 está eliminado; o linguísta Godart observou que alguns sinais se repetem. O pesquisador Evans considerado o lado A como o frontal, do “início” do texto , mas , desde então, novos argumentos técnicos têm levado a considerar o lado B como frontal.

Dentre os signos que se encontram no disco há representações de pessoas, humanas, animais, plantas e objetos do cotidiano. Os signos formam 31 grupos de sinais no lado A e 30 no lado B, sendo no total 241 símbolos impressos e 45 diferentes “letras”

O sentido da leitura é um dos temas mais clássicos de discussão entre especialistas, sendo que nenhuma das duas hipóteses é notoriamente mais aceita.

Os sinais de transcrição mostrados a seguir estão orientados da esquerda para a direita (para a esquerda ou para a direita, se a leitura é iniciada no meio da espiral em vez da aresta exterior ). Podem ser lidos na direção das faces figuras,animais e humanos como são lidos os hieróglifos da Anatólia, não como os do Egito Antigo.

Em transcrição numérica, temos de 01 a 45:

Lado A:

02-12-13-01-18/ 24-40-12 29-45-07/ 29-29-34 02-12-04-40-33 27-45-07-12 27-44-08 02-12-06-18-? 31-26-35 02-12-41-19-35 01-41-40-07 02-12-32-23-38/ 39-11
02-27-25-10-23-18 28-01/ 02-12-31-26/ 02-12-27-27-35-37-21 33-23 02-12-31-26/ 02-27-25-10-23-18 28-01/ 02-12-31-26/ 02-12-27-14-32-18-27 06-18-17-19 31-26-12 02-12-13-01 23-19-35/ 10-03-38 02-12-27-27-35-37-21 13-01 10-03-38

Lado B:

02-12-22-40-07 27-45-07-35 02-37-23-05/ 22-25-27 33-24-20-12 16-23-18-43/ 13-01-39-33 15-07-13-01-18 22-37-42-25 07-24-40-35 02-26-36-40 27-25-38-01
29-24-24-20-35 16-14-18 29-33-01 06-35-32-39-33 02-09-27-01 29-36-07-08/ 29-08-13 29-45-07/ 22-29-36-07-08/ 27-34-23-25 07-18-35 07-45-07/ 07-23-18-24 22-29-36-07-08/ 09-30-39-18-07 02-06-35-23-07 29-34-23-25 45-07/

A «cabeça com plumas» (02) somente aparece no início de “palavras” e é seguida 13 vezes pelo «escudo» (12, que por vezes está no fim das palavras). Seis palavras aparecem duas vezes cada;

 

festo
Ruínas do Palácio de Phaistos, onde foi encontrado o disco:
800px-Phaistos_01

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Palavras mais usadas

Procurei de forma totalmente aleatória e sem maiores preocupações sobre as metodologias utilizadas pelas fontes acessadas, as listas em ordem decrescente das palavras mais frequentes em seis línguas:

Os resultados aparentemente são lógicos e óbvios.

As palavras são na sua maioria monossílabos (lembrar do conceito “elástico’ de sílaba em Inglês)

São em geral Pronomes, Conjunções, Preposições,  Artigos : Quando são formas verbais, temos os verbos Ser (e Estar, em Português e Espanhol) e Haveraliás, amplamente usados como verbos auxiliares; o verbo Ir, também aparece.

Alguns verbos (marcados em cor) estão no infinitivo em Francês e Espanhol, talvez considerando o total das formas em que tais verbos aparecem em textos.

palavras

Como teria sido feira a pesquisa para “inglês falado”;

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Hélène Smith – Língua marciana?

Antes de mostrarmos algo sobre a supostamente imaginária escrita Marciana, apresentemos algumas informações sobre quem a criou e divulgou ao mundo.

Hélène Smith, cognome de Catherine-Elise Muller (Martigny , 09.12..1861 ― Genebra, 10.06.1929 ) foi uma famosa psíquica suíça do final do século XIX que alegava ser reencarnação de uma princesa hindu e de Maria Antonieta, entre outras pessoas, bem como dizia se comunicar com marcianos.

Hélène, ou Élise, era filha de um comerciante húngaro. Na juventude foi empregada numa casa comercial e aos 30 anos descobriu o Espiritualismo, se integrando a um círculo de desenvolvimento dessa ciência. Começou  a mostrar habilidades mediúnicas logo no primeiro ano. Tornou-se muito conhecida em Genebra onde conheceu Théodore Flournoy, parapsicólogo suíço, que a ajudou no desenvolvimento de dons psíquicos . Dos iniciais contatos com espíritos ela evoluiu para transes sonâmbulos, dos quais nada lembrava ao despertar (criptomnésia). O guia espiritual que nela se manifestava, “Léopold”, era consultado por muitos na época.

Seu mestre Flournoy declarava que o pai de Hélène tinha especial dom para línguas e que sua mãe era muito impressionável, sensível e nervosa. Na infância, segundo Flournoy, Hélêne era bastante influenciável, imaginativa e “sonhava acordada” com locais remotos, planetas distantes e já dizia ter contatos com espíritos de mortos como Alexandre, Beethoven, Napoleão.

Nos seus transes dizia fazer viagens psíquicas ao planeta a Marte. Daí produziu muitas gravuras, desenhos e também textos escritos em língua e alfabeto Marcianos. Contava em detalhes sempre coerentes e sem contradições acerca de seus contatos com o ambiente e o povo Marcianos. Narrava detalhadamente tudo sobre os marcianos, os quais tinham aparência humanoide, havendo adultos, homens e mulheres, crianças e bebês. Descrevia a vegetação, flores, árvores, frutos, os animais, as cidades, os prédios, os veículos. Esses, aliás, eram deslizantes e se locomoviam sem uso de animais de tração e não tinham rodas. Contava sobre seu sistema de governo as festas, os hábitos, o alimentação. Falava muito sobre Astané, o governante da cidade que ela visitava durante seus sonhos, os transes.

Hélène foi sempre bem sincera e segura em seus relatos e, mesmo quando testada por especialistas, jamais entrou em contradições. M. Flournoy manifestou dúvidas sobre os tais transes sonâmbulos sobre Marte, pois segundo ele tudo o que era descrito  era por demais “terrestre” e muito inspirado em conhecimentos bem difundidos na Europa acerca da Índia, China e Japão. O alfabeto marciano era, com suas 22 letras e pronúncias, digamos, por demais “Francês”. Também a gramática dos textos era muito ou totalmente influenciada pela da língua francesa.

A seguir algumas imagens auto-explicativas nos falam sobre a língua e escrita “Marcianas”.

martian2

Amostra de texto psicografado e transliterado para nosso alfabeto por Hélène:

texto1

texto

Outras amostras de textos psicografados por Hélène:

Created with Nokia Smart Cammars-eg

 

martian

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Pronúncia Português – algumas particularidades

Vejamos agora alguns aspectos da pronúncia da língua portuguesa, mais especificamente o português falado no Brasil. Trata-se de modos de pronunciar bastante comuns, mas que não são universais dentro nosso país. Aqui se apresentam alguns casos dessas transformações de sons:

1 – Criação de ditongos decrescentes tônicos:

É o caso da sílaba final de monossílabos ou mesmo polissílabos oxítonos terminados em S ou Z, nas quais um monotongo tônico tem sua pronúncia como se fosse um ditongo decrescente com semivogal I. É a chamada Ditongação

Inclusive na poesia se verifica esse tipo de rima. Ex. Casimiro de Abreu – Meus oito anos:

Pés descalços, braços nus
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Ou seja, embora com grafias diferentes, palavras como Nus e Azuis rimam perfeitamente

Vejamos outros casos:

  • trás, também traz -pronúncia como traisO mesmo verifica-se em faz, cartaz, capaz, capatazalvarás
  • três, vez, dez, xadrez, francês, português, pés – percebe-se nesses casos um …êis – seja o E como aberto (éis) ou fechado (êis)
  • voz, noz, feroz, arrozapós, nós –  percebe-se nesses casos um …ois, – seja o O como aberto (óis) ou fechado (ôis)
  • nus, pus, alcaçuz, capuz, seduz, urubus, Jejus, beijus – temos nesses casos um… uis

2 – Criação de monotongos tônicos:

É o caso da sílaba tônica não final, um ditongo decrescente de final I ou U, cuja semivogal se suaviza, chega a desparecer, quando a palavra é pronunciada. Ocorre com ditongos EI e OU (pares de vogais Média sua Fechada)  sempre com E e O fechados (Ê, Ô). É a chamada Monotongação. Não ocorre com Monossílabos.

Alguns exemplos:

  • Ouro, Touro, Toureiro, Couro, Mouro, Calouro, Estouro –  o U fica enfraquecido ou mesmo desaparece diante do O que é mais aberto.
  • Peixe, Feixe, Toureiro, Dinheiro, Beijo, Freira, Beira, Feijão –  o fica enfraquecido ou mesmo desaparece diante do E que é mais aberto.

Aqui também ocorrem rimas como, por exemplo, desejo com beijorealejo com queijo;

3 – Conversão do L na semivogal /w/ (U):

Sílabas terminadas com L são na conversação transformadas em sílabas com ditongo pretônico de final U.

Exemplos: o mais conhecido é do Adjetivo MAU com o Substantivo ou Advérbio MAL. Isso causa muita confusão, levando ao uso dessas  palavras uma pela outra. Ocorre esse fenômeno mesmo em palavras terminadas em UL, tais como Azul, Cônsul, Raul, Istambul; No caso, o U se torna mais longo.

Outras ocorrências:

  • Mal, Animal, Jornal, Avental, Cal, Sal, Tribunal, Arsenal, Caldo, Palmo, Salmo, Calmaria
  • Mel, Cartel, Cinzel, Beldade, Fel, Delgado, Telmo, Celso, Carretel, Feltro
  • Mil, Vil, Til, Cantil, Anil, Vinil, Centil, Milton, Filme, Gilson, Filtro
  • Urinol, Arrebol, Futebol, Atol, Golpe, Molde, Todo, Fralda, Caldo

4 – O R final de infinitivos verbais e de oxítonas desparece:

Essa é a tradicional e bem conhecida apócope no final de palavras oxítonas, sílabas terminadas em R.

Nos infinitivos da 2ª conjugação (ER) a pronúncia é de E fechado (Ê). Nos verbos de infinitivo em OR (também 2ª conjugação), Pôr e seus compostos (terminados em por sem acentoa pronúncia é de O fechado (Ô); Nas palavras oxítonas que não sejam infinitivos verbais, o final pronunciado pode ser Ô ou Ó, ê ou É, conforme a tradicional pronúncia da palavra.

 

 

 

 

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Mais sobre a escrita Armênia

Falemos inicialmente da Armênia e de povo armênio. A Armênia de hoje se localiza na região montanhosa do Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia, situada entre os mares Negro e Cáspio. Ali ficam também partes do sul da Rússia, a Geórgia e o Azerbaijão.

O país faz fronteira ao sul com o Irã, a leste com o Azerbaijão, país que a Armênia separa em duas partes, e no sudoeste com aporção menor do mesmo Azerbaijão. Ao norte faz divisa com a Geórgia e a oeste com a Turquia.

4,5 milhões de armênios étnicos estão dispersos pelo mundo e 3 milhões vivem na Armênia, no seu território de 29,7  mil km². Há ainda no território azeri uma área de de 11,46 km², a  República de Nagorno-Karabach (142 mil hab.), território disputado por azeris e armênios, ocupado por esses últimos.  Essa área originalmente era menos (4,4 km²) e se ligava à Armênia pelo chamado “corredor de Lachin” que cortava o território do Azerbaijão e que era usado pelos armênios (ver mapa).

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O alfabeto armênio foi criado pelo Santo Mesrop Mashtots e Isaac da Armênia (Saaka Partev) em 405 d.C. Fontes Armênias da Idade Média dizem que Mashtots também teriada criado, o alfabeto Georgiano e a antiga escrita albanesa, o que é contestado por especialistas. A primeira frase que Mashtots teria escrito no seu alfabeto seria “Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência” Provérbio de Salomão 1:2;

Mashtots nasceu em 362 a.C. e morreu em 440. Era como um homem do Renascimento, sendo um militar, clérico, linguísta e estudioso de diversas ciências. Traduziu diversos trabalhos significantes e estabeleceu escolas e monastérios. Foi biografado por Koriun, Agatangelos e outros. No Matenadaran (Instituto Mesrop Mashtots de Antigos Manuscritos, Erevan – Armênia) há uma estátua dele e do seu discípulo Kooun feita por Ghukas Chubaryun

Em outubro de 2005 foi comemorado o aniversário de 1600 anos desse alfabeto (“Aybuben”) na igreja da vila de Oshakan (datada do século V) que foi construída em homenagem a Mesrop e onde foi sepultado.

O alfabeto todo com suas 39 letras foi todo esculpido em blocos (um por letra) de dois metros de altura feitos em tufa calcária vermelha no estilo dito “Khachkars”, pedras com cruzes, na área onde seu criador foi sepultado.

Linguístas citam a escrita armenia como uma das mais antigas ainda em uso, tendo mostrado uma notável durabilidade, passando sob vários impérios, migrações, genocídios. A Armênia é um país pequeno e seu povo sofreu uma enorme diáspora, mas sua língua foi como um cimento que manteve o povo junto. A manutenção da língua e da escrita mesmo diante de tantas dificuldades é algo quase milagroso, um mérito inegável da cultura e do povo armenio.

As pedras com cruzes esculpidas, são símbolos tradicionais da enorme fé do povo da Armênia (primeira nação a dotar o Cristianismo – 301 d.C.) que se manteve unido e resistiu a tantas adversidades. A pedra original primeira veio do Monastério Sagrado de Echmiadzin em 1279, região do monte Ararat.

Lendas contam  que são Gregório o iluminador orou durante um dia no monte Aragats (o mais alto da Armênia – 1800 m) e um milagroso lampião que jamais se apagava e estava suspenso no céu desceu para dar luz ao santo. Essa lanterna ainda seria sempre visível pelos que são puros de espírito e de coração, simbolizando as esperanças e sonhos de todos armênios.

Há outra locação na Armênia com as letras gigantes além de Oshakan. Fica numa colina situada nas encostas do monte Aragats já citado acima, nas proximidades da cidade  de Aparan, província de Aragatsotan, 50 km a noroeste de Erevan.

Alfabeto Armênio (fonte – site Omniglot.com)

armenia2

Imagens diversas:

armenio1

OSHAKAN e APARAN (respect. 8 e 2 fotos)

9

Sítio de Aparan:

armen

Outras imagens relacionadas à escrita Armênia

mesh1mesh2

mesh3mesh4

 

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Dias da semana em Russo

Curiosidade, dias da semana em Russo e algumas “ramificações” de seus significados. Exceto onde comentado, os nomes são bem semelhantes nas demais línguas eslavas. (entre parênteses, pronúncia aproximada em “português”).

Antes disso, porém, relembremos que basicamente, nas línguas românicas (exceto português), os dias “úteis” da semana têm seus nomes com base na Mitologia Grega; nas línguas germânicas, os nomes se baseiam na Mitologia Nórdica; Nas línguas eslavas e no Grego, os nomes mostram sequência numérica (como, aliás, em português); Outro paralelo pode ser feito nos e remete aproximada e respectivamente aos Cristianismos: Católico, Protestante, Ortodoxo.

 

Segunda-feiraПонедельник (panedielnic)

O prefixo russo по- indica algo incremental, adiciona; e неделя é “semana”. Assim, em понедельник incrementamos a semana, ou seja, começamos de novo, 1º dia.

 

Terça-feiraВторник   (ftornik)

A palavra второй significa “segundo”, assim, вторник é o 2º dia da semana!

Uteri é a palavra usada em outras línguas eslavas

 

Quarta-feira – Среда (sredá)

A palavra significa literalmente среда , meio / metade, algo com o o Mittwoch (meio da semana) do Alemão.

Em algo similar, lembreos que o inglês Wednesday tem  um apelido, “hump day” (de hump = corcunda, bossa, corcova).  No meio de uma semana de trabalho (quarta-feira) se atinge o topo de uma colina, para depois descer para o fim de semana.

 

Quinta-feira Четверг (tieviork)

A palavra четвертый significa “quarto”, então четверг é, obviamente, o 4º dia da semana.

 

Sexta-feiraПятница (piatnitsa)

E o número cinco é пять, então пятница é  o 5º dia da semana

 

SábadoСуббота (subota)

O nome суббота, assim como a palavra sabato do italiano e nomes similares em muitas línguas, encontra as suas raízes na palavra hebraica shabbat, sabbath, termo bem universal.

 

Domingo – Воскресение  (vascreciene)

O prefixo вос– indica movimento “para cima”, e крест é “transversal”, “cruz”; não se deve pensar, porém, que воскресать seja  “crucificar”, mas, em verdade, “ressuscitar dos mortos” ( domingo da Páscoa cristã). Assim воскресение significa “a ressurreição”.

Por sua vez, Nedelya ou similar, palavra usada nas demais línguas eslavas é algo como “não(Ne) trabalho

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Numeração Yami

Vejamos mais um curioso, mas nem tanto assim, sistema para expressar números, quantidades. Não é tão estranho pois, como nós humanos (quase todos) temos dez dados, tal sistema de numeração é também e naturalmente de base decimal.

Tratamos aqui da numeração da Língua Yami

Yami (em chinês: 雅美), também chamada Tao (chinês: ), é uma língua Malaio-Polinésia, sendo parte do continuum dialetal Ivatano É falada por cerca de 3.800 pessoas do povo Yami de Taiwan, da Ilha Orquídea, que fica 45 km a sudeste na principal ilha Taiwan. É chamada de ciriciring no Tao ou “língua humana” por seus falantes nativos.

Yami é a única língua nativa dos Aborígenes de Taiwan que não faz parte das “línguas formosanas” sub-grupo das Malaio Polinésias. Pertence ao grupo das línguas Batânicas faladas no norte das Filipinas.

O quadro a seguir é auto-explicativo… apresenta até explicações…

 

Yami-numeros

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